Lançamento: Pretextos de Mulheres Negras

Antologia ‘Pretextos de Mulheres Negras’ reúne 22 escritoras contemporâneas

Livro organizado por Elizandra Souza e Carmen Faustino lançado dia 31 de outubro de 2013

Com a urgência poética de milhões de olhos surge, na literatura contemporânea, a antologia Pretextos de Mulheres Negras.O volume de quase 140 páginas Capa_Pretextosapresenta em cada uma das 22 autoras – 20 de São Paulo e as convidadas Queen Nzinga Maxweell (Costa Rica) e Tina Mucavele (Moçambique) – subjetividades e autorrepresentações, seja nos textos, nas imagens, nos perfis biográficos ou na forma como lutam por resistência, memória, pertencimento, ludicidade, corporeidade, musicalidade, religiosidade e outros valores presentes nas africanidades e na diáspora.

“Temos a intenção de religar os nossos vínculos ancestrais e também escrever a melodia dos nossos próprios ritmos”, anuncia a organizadora do livro, Elizandra Souza.

A obra é parte das ações do coletivo Mjiba, que fortalece o protagonismo da mulher negra em diferentes esferas e foi também inspirada no livro “Oro Obínrin – 1º Prêmio Literário e Ensaístico sobre a Condição da Mulher Negra”, publicado em 1998. O volume é também uma homenagem a escritora Maria Tereza (em memória) e faz também referência às crianças do círculo de convivência das autoras.

Na apresentação, as palavras de Conceição Evaristo “gosto de escrever, na maioria das vezes dói, mas depois do texto escrito é provável apaziguar um pouco a dor, eu digo um pouco… gosto de dizer ainda que a escrita é pra mim o movimento de dança-canto que o meu corpo não executa é a senha pela qual eu acesso o mundo” resumem o processo. “Este processo foi vivenciado pelas convidadas… somos a continuidade de mulheres negras e precisamos, como toda plantação, replantar e espalhar novas sementes”, pontua Elizandra Souza.

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Sobre a obra e o coletivo Mjiba

A antologia teve a organização de Carmen Faustino e Elizandra Souza traz o projeto gráfico de Nina Vieira e ilustrações de capa e homenagem feitas por Renata Felinto. Já as fotografias das autoras foram clicadas por Chaia Dechen.

As ações do coletivo Mjiba são inspiradas na palavra, que originária da língua chona, de Zimbabuê, onde as jovens mulheres revolucionárias enfrentaram as tropas britânicas e lutaram pela independência do país. Tocada pela história, a poeta Elizandra Souza publicou, de 2001 a 2005, o fanzine chamado Mjiba e desde 2004 realiza o evento ‘Mjiba em Ação’, quando homenageia a mulher negra próxima a data de 25 de julho.

Informações: (11) 9825140-24/98651-2546

E-mail: mjiba.comunicacao@gmail.com

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Jornal Voz da Leste precisa da sua colaboração

Olá parceiros e leitores do Jornal Voz da Leste.

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O Jornal Voz da Leste foi criado à partir de um movimento popular interessado e divulgar notícias da periferia para a periferia e para o mundo. Notícias que contemplam realmente a voz do povo periférico que não é ouvido e contemplado da maneira adequada em jornais de massa.

É um jornal distribuído gratuitamente pelas periferias, movimentos populares e saraus de São Paulo.

Contanto agora o Voz da Leste precisa de sua ajuda para continuar. Pois ele foi criado também graças à sua contemplação no Programa VAI. Porém houve um furo financeiro no projeto e ele precisa de nossa ajuda para continuar levando nossa voz e o que há de melhor de notícia, opinião e poesia da periferia.

Para isso foi criado um Vaquinha, onde podemos doar pelo menos 5 reais para que o jornal possa se inscrever novamente no projeto, sanar a dívida com a gráfica das duas últimas edições e não sujar o nome do proponente do projeto.

Ficaremos muito gratos, pois o Voz da Leste é um jornal livre que merece continuar.

Saiba como doar clicando no link abaixo:
http://www.vakinha.com.br/Vaquinha.aspx?e=247306#.UvBPn_1GCGQ.facebook

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Consciência Indígena e 1ª Antologia O que dizem os umbigos?!!

Sábado agora O Sarau O que dizem os umbigos?!! lançará sua primeria antologia e temos o prazer de convidar a todos para essa grande festa.
Como não poderia deixar de ser, homenagearemos o dia nacional da Consciência Indígena que é no dia 20 de janeiro, mas comemoraremos na data de nosso sarau dia 18, o dia 20 é data criada pelos próprios indígenas para lembrar as lutas de nossos guerreiros, como Cacique Aymberê, Marcos Terena, Cunhambebe, cacique Marcos Verón, dentre tantos outros, e também as nossas raízes a nossa cultura.
Além de muita poesia, dançaremos muito samba rock com o grupo Florandu Acordes. E teremos exposição e vende de arte, instrumentos e artesanatos com África em Mãos: A arte Griô e Ricardo Bressan com suas lindas rabecas.

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Sarau O que dizem os umbigos?!! – Consciência Indígena – Lanç. Antologia O que dizem os umbigos?!!
Quando: 18 de janeiro às 18 horas
Local: GRCS Escola de Samba Unidos de Santa Bárbara
Próx. a Praça Silva Teles centro do Itaim Paulista)
Rua: José Cardoso Pimentel,1B Itaim PTA- SP – Cep: 08149-400

Informações: http://oquedizemosumbigos.blogspot.com

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Festa de Encerramento da 1ª Mostra Cultural das Periferias

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#pelaleidefomentoàperiferia

Salve, salve periferias!
Muito diálogo e pouca ação é o que a gente vê por aí! E enquanto isso a periferia segue, sangrando, e resistindo! Quanta luta!
Cabe a nós se organizar!
Trabalhadores, fazedores, arteir@s, periféric@s:
todo mundo convidad@, convocad@ pra Festa de Encerramento da 1ª Mostra Cultural das Periferias!
Bóra tomar uma pra esquecer, pra lembrar, pra se olhar, prosear, jogar conversa fora, fortalecer, e porque não, se unir!
Teremos comes e bebes e quem puder traga algo pra socializar!
E quem puder também, chegue antes pra dar uma força na organização e limpeza, pois também é coletiva! Precisaremos de braços e abraços antes e depois da festa!
A bagunça começa às 20h e além de cachaça, cerveja e comidinhas surpresa, teremos a batucada do Dolores fazendo um som, a Ellen do Pombas Urbanas discotecando, dentre outras intervenções. Traga instrumentos, doses de alegria e energia, intervenções, cenas e tudo mais que sirva pra animar a festa que é de todos nós!

“Periféricos do mundo inteiro, uní-vos!”

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Sarau O que dizem os umbigos?!!–Consciência Negra

cartaz

CONVERSA

– Eita negro!
quem foi que disse
que a gente não é gente?
quem foi esse demente,
se tem olhos não vê…

– Que foi que fizeste mano
pra tanto falar assim?
– Plantei os canaviais do nordeste

– E tu, mano, o que fizeste?
Eu plantei algodão
nos campos do sul
pros homens de sangue azul
que pagavam o meu trabalho
com surra de cipó-pau.
– Basta, mano,
pra eu não chorar,
E tu, Ana,
Conta-me tua vida,
Na senzala, no terreiro

– Eu…
cantei embolada,
pra sinhá dormir,
fiz tranças nela,
pra sinhá sair,

tomando cachaça,
servi de amor,
dancei no terreiro,
pra sinhozinho,
apanhei surras grandes,
sem mal eu fazer.
Eita! quanta coisa
tu tens pra contar…
não conta mais nada,
pra eu não chorar –

E tu, Manoel,
que andaste a fazer
– Eu sempre fui malandro
Ó tia Maria,
gostava de terreiro,
como ninguém,
subi para o morro,
fiz sambas bonitos,
conquistei as mulatas
bonitas de lá…

Eita negro!
– Quem foi que disse
que a gente não é gente?
Quem foi esse demente,
se tem olhos não vê.

Solano Trindade

Sarau O que dizem os umbigos?!! – Consciência Negra
Quando: 16 de novembro às 18 horas
Local: GRCS Escola de Samba Unidos de Santa Bárbara (Próx. a Praça Silva Teles centro do Itaim Paulista)
Rua: José Cardoso Pimentel,1B Itaim PTA- SP – Cep: 08149-40

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Atelier Coisas da Lia

atelier10Bonecxs de pano e biscuit.

O atelier Coisas da Lia é uma das preciosidades que temos no Itaim Paulista. Composto pelos artesãos mega talentosos Mônica Barreiros e Vivaldo Barreiros. Eles tem uma página no facebook e um flickr com o antigo nome do Atelier.

E neste sábado eles estarão conosco expondo e vendendo suas obras, não percam!

Facebook:https://www.facebook.com/pages/Atelier-coisas-da-lia
Flickr: http://www.flickr.com/photos/lilipute/

 

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Sarau O que dizem os umbigos?!! – Consciência Negra
com Atelier Coisas da Lia
Quando: 16 de novembro às 18 horas
Local: GRCS Escola de Samba Unidos de Santa Bárbara (Próx. a Praça Silva Teles centro do Itaim Paulista)
Rua: José Cardoso Pimentel,1B Itaim PTA- SP – Cep: 08149-400

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Diálogo Saraus com o secretário municipal de cultura Juca Ferreira

SecretárioJuca

Carta direcionada ao Secretário Juca Ferreira com propostas de Políticas Públicas Culturais para a Periferia, assinada por vários coletivos e saraus.

Caro Juca!

Primeiramente queremos saudar o Dia Mundial do Hip Hop, comemorado hoje, como primeiro movimento cultural e artístico marcadamente jovem e negro que a partir das periferias de São Paulo arrebatou as periferias de todo o Brasil e hoje é apoiado por milhares de manos e manas que falam com a própria voz!

Ainda vivemos numa cidade repleta de contradições. A cultura e suas mil e uma linguagens artísticas têm cada vez mais assumido um compromisso em transformar para melhor está cidade incrível. São Paulo concentra a maior riqueza do país e ao mesmo tempo é muito desigual: dos cerca de doze milhões de habitantes, quase nove milhões vivem nas periferias da cidade. Enquanto que no Centro, onde está o marco zero da cidade, do alto da riqueza é possível avistar também muita pobreza. O que não é possível é ficar indiferente a estas desigualdades que atingem a todos e todas, mas de forma diferente e aqui é importante destacar a violência policial que impede que jovens negros, pobres e das periferias tenham o direito de atingir uma vida adulta assegurada por direitos, inclusive o do protagonismo. Violência que tem exposto também as jovens e as mulheres a situações de abandono e risco. É neste contexto e com profundo desejo de transformação que viemos aqui para este primeiro Diálogo Saraus propor:

1) Que a SMC-Sec. Municipal de Cultura reconheça a contribuição que os Saraus Periféricos vem promovendo há pouco mais de uma década na cena cultural e artística da cidade de SP e que este reconhecimento seja efetivado nas políticas de fomento, de recursos, incentivos e premiações, etc.

2) Através da SMC os Saraus possam dialogar também com as secretarias de Educação e Direitos Humanos, numa lógica intersetorial, uma vez que além da dimensão cultural, os saraus, na sua transversalidade, também colaboram para a formação educativa e promoção de direitos.

3) A ampliação do Programa “Literatura Periférica: Veia e Ventania nas bibliotecas de São Paulo”, bem como inserir os saraus como atividades nas escolas públicas, CEUs, bibliotecas comunitárias e pontos de leitura formal e não-formais.

4) A contratação de novos profissionais para as bibliotecas, não apenas bibliotecários, formação continuada e capacitação transversal para as equipes.

5) A criação de um programa de aquisição de livros produzidos pela Literatura Periférica (para além das cotas do VAI), como as antologias de saraus, inserindo a Literatura Periférica como uma vertente de interesse público, bem como a circulação dos autores e autoras para apresentar seus processos criativos.

6) Fomento a produção independente feita pelos coletivos de saraus: livros, vídeos, e outras atividades que dialoguem com a literatura.

7) Que os coletivos possam oferecer também formação cultural para a comunidade nos equipamentos públicos em forma de cursos, oficinas, palestras, etc.

8) Implantação do PMLL-Plano Municipal do Livro e da Leitura na atual gestão com a realização de oitivas descentralizadas em espaços formais (CÉUS e bibliotecas públicas) e não-formais (saraus, espaços e bibliotecas comunitárias na periferia).

9) Criação de convênios entre saraus e programas educativos como MOVA, EJA e Educação Popular.

10) Criação de uma Cartografia Cultural das Periferias, com versão impressa e divulgação mensal, no formato de um guia e também digital, por meio de uma plataforma de cadastro aberto e colaborativo.

Nesta ocasião, não poderíamos deixar de reivindicar também que se abra um diálogo imediato com os coletivos e participantes dos espaços culturais ocupados por coletivos que exercem um papel de ponto cultural, sobretudo nas periferias da cidade.

Uma cidade com contradições proporcionais a dimensão de São Paulo precisa de um orçamento para investimentos a altura dos desafios para enfrentar as desigualdades e aqui destacamos a necessidade de no mínimo 2% para a Sec. Municipal de Cultura cumprir sua missão de promover políticas públicas culturais mais inclusivas.

Transformar a cidade de São Paulo numa cidade mais justa e igualitária só é possível se o poder público fizer a opção de assumir para si essa tarefa também!

São Paulo, 12 de novembro de 2013.

PERIFERIA PRESENTE!

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